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Conheça as várias edições deste workshop!

Clique em cada um para saber mais.

Edição Piloto deste workshop, distinguida com o Prémio Cidadania Ativa da Universidade do Porto.

1ª edição deste workshop.

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Antas

2ª edição deste workshop.

Em construção!

Campo Alegre

3ª edição deste workshop.

Em construção!

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Campo Alegre

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Gomes Leal

Edição Piloto do Workshop Arquitetos de Família

A primeira edição do “Arquitectos de Família” foi uma experiência piloto, não divulgada, para testar a viabilidade do modelo de workshop.
Neste projeto, que começou em 2018 e durou pouco mais de um mês, cinco estudantes finalistas da FAUP debruçaram-se sobre um caso real – três casas desabitadas numa ilha no Bonfim (destinadas a famílias com rendimentos muito baixos) com um pátio comum.
 
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Caracterização do caso

Uma ilha com três casas desabitadas e um pátio comum impermeabilizado

As três casas que iam ser alvo de intervenções tinham uma área média útil de 26,4m2 e quatro divisões. O alçado original já tinha vários acrescentos que colmatavam a necessidade de obter mais espaço e de incorporar valências básicas no interior (sobretudo casas de banho).

Quanto ao espaço exterior, o que em tempos foi pátio de usufruto comum, era agora usado como estendal e arrumo comunitário, totalmente pavimentado e impermeabilizado.

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Problemas identificados

Falta de iluminação e de ventilação naturais, escassez de área interior, exterior impermeabilizado

A excessiva compartimentação em casas com uma única frente dificultava a ventilação natural, impedia uma passagem mais oportuna da luz solar disponível e determinava compartimentos de área muito reduzida.

A impermeabilização total do pátio comum ameaçava o ecossistema que suporta a vida urbana.

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Soluções encontradas

Reduzir a tipologia, garantir casa de banho interior, utilizar pavimentos permeáveis no exterior

O desafio foi optimizar o alçado e garantir o maior aproveitamento possível do espaço, sem sacrificar a iluminação e ventilação naturais.

Uma vez que área disponível por casa é inferior ao mínimo estipulado para um T0 (31m2 segundo o RGEU), restringiu-se a tipologia das habitações ao suficiente para albergar, no máximo, duas pessoas, de maneira a mitigar os constrangimentos às condições mínimas de habitabilidade.

A proposta de intervenção pressupõe passar de 4 compartimentos interiores e 1 casa de banho exterior para 3 compartimentos, incluindo WC privativo. Aproveitaram-se as marquises existentes, ampliando o módulo original de casa de banho de modo a incluir o equipamento completo. O negativo dessa ampliação conforma um espaço de entrada, exterior mas coberto, que pode ainda ser usado para secagem de roupa. O módulo central de cozinha e arrumação faz a separação entre a zona de dia – na frente – e a zona de noite – no interior –, e garante a passagem de luz natural para o quarto.

Quanto ao espaço exterior, propôs-se a criação de canteiros individuais que proporcionem novos usos do espaço interior, bem como o uso de pavimentos permeáveis, para minimizar o impacto negativo no ecossistema que suporta a vida urbana.

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Execução da obra

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Aprofundamento da reflexão

Desenvolver investigações aplicadas ao caso de estudo em contexto de dissertação de mestrado

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Depois de terminado o workshop, os alunos envolvidos conduziram uma experiência pioneira na FAUP, tendo produzido quatro dissertações de mestrado complementares, cada uma sobre diferentes aspectos do workshop e dos seus resultados.

 

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Prémio Cidadania Activa da Universidade do Porto

Reconhecimento do projeto

Esta experiência foi galardoada na sexta edição do Prémio Cidadania Activa, atribuído pela Universidade do Porto, na categoria Vertente Pedagógica.

 
 

2

1ª Edição do Workshop Arquitetos de Família

O objecto de estudo da primeira edição dos “Arquitectos de Família” foi a chamada “Ilha Grande”, localizada na Rua de São Victor, no Bonfim.
 
Esta ilha compõe-se por duas bandas de casas que fazem contacto directo com a rua (não estando, portanto, nas traseiras de uma casa “burguesa” como é a norma nesta zona da cidade), às quais se acede através de um corredor central. A ilha encontra-se dividida entre vários proprietários, razão pela qual só se trabalhou parte dela (cerca de 70%).
 
A sugestão de estudar esta ilha surgiu através de um contacto do gabinete de acção social da Junta de Freguesia do Bonfim, que estava a fazer o acompanhamento de uma das moradoras, cuja casa não contava com casa de banho interior e apresentava graves problemas de infiltrações.
 

Caracterização do caso

Intervenção em treze casas de uma ilha com pouco espaço exterior livre

A ilha encontra-se dividida entre vários proprietários, razão pela qual só se trabalhou parte dela (cerca de 70%). Em análise estiveram treze casas, originalmente divididas como tantas outras casas de ilha, isto é, uma sala comum ocupando metade da área, ao longo da fachada, e dois espaços interiores junto ao muro de meação traseiro.

À primeira vista não se verifica a presença de anexos para colmatar a ausência de valências básicas no interior. No entanto, a análise da cartografia histórica revela que os habitantes foram ocupando os pátios abertos em 1940 pela Campanha de Salubrização das Ilhas. Estes acrescentos foram realizados com recurso a técnicas e materiais ainda mais precários.

1

 

Problemas identificados

Falta de iluminação e ventilação naturais, presença de infiltrações nas coberturas e escassez de área interior e exterior

A falta de iluminação e ventilação naturais, associada à presença de infiltrações nas coberturas e à falta de isolamento térmico, originam focos de humidade que contribuem para a fragilidade estrutural do conjunto.

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3

Avançar para o urgente, resolver o importante

Soluções encontradas

A proposta desenvolvida partia da reabilitação urgente de três casas.

Duas habitações devolutas, ao fundo da ilha, seriam reabilitadas integralmente e usadas para realizar realojamentos temporários.

A casa da moradora com graves problemas de habitabilidade sofreria obras urgentes por forma a viabilizar a entrada de luz e ventilação, renovando a casa de banho e a cozinha mas adiando o aumento das áreas para uma segunda fase.

A reabilitação da ilha seria o último passo, adotando em todas as habitações, incluído a da moradora, a tipologia das casas de realojamento.

Demolir anexos para abrir pátios e aglutinar casas para aumentar a área de cada fogo

A proposta de intervenção pressupõe a reconstituição dos pátios previstos na Campanha de Salubrização das Ilhas com o intuito de aumentar a área livre e permeável e aumentar o número e a superfície de fachadas (possibilitando um aumento do número de vãos por fogo e assegurando mais iluminação e ventilação naturais).

A proposta visa ainda a aglutinação de várias casas num só fogo de modo a permitir aproximar as áreas por tipologia às definidas no RGEU e melhorando assim também as acessibilidades.

A proposta transforma 13 casas em 7 fogos T1 que se desenvolvem num só piso, para garantir condições de meação, ventilação e iluminação. Nestes novos fogos os vãos, novos e existentes, são regularizados; as casas de banho e cozinhas constituem um módulo fixo, perpendicular à fachada, garantindo-se sempre uma janela na instalação sanitária; a circulação faz-se sempre junto na parte mais interior, minimizando a sua área e maximizando o uso da fachada.

Construtivamente, propôs-se que as paredes exteriores fossem rebocadas e pintadas, fazendo-se o isolamento térmico pelo interior. Esta opção decorreu da irregularidade dos perímetros interiores dos fogos, cuja regularização (com recurso a tabiques metálicos e pranchas de gesso cartonado) gera espaços aptos para receber o isolamento. Desenhou-se, ainda, uma estrutura de tecto que permite a utilização do desvão do telhado como espaço de arrumos.

 

Levantamento do existente

Proposta