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Tens algo a dizer sobre o território do Bonfim e Campanhã?

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Investigadores e estudantes da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) colaboram com os residentes do Bonfim para converter as necessidades do quotidiano em participações formais para a consulta pública da Operação de Reabilitação Urbana (ORU). O objetivo é dotar os cidadãos de argumentos técnicos que tornem as suas propostas mais eficazes em aspetos como o espaço público, a habitação, os equipamentos e a mobilidade no bairro.

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Este apoio técnico serve para traduzir as preocupações dos moradores — como a falta de jardins, o estado de conservação dos edifícios ou a pressão do turismo — em propostas fundamentadas que a equipa da Câmara Municipal possa analisar e integrar no plano final. A presença da FAUP neste processo visa garantir que os instrumentos de planeamento urbano sejam mais adequados à realidade social e física do Bonfim.

Em que consiste a  proposta?
 

ONDE? QUANDO?

A Operação de Reabilitação Urbana do Bonfim incide sobre o território da Área de Reabilitação Urbana do Bonfim, que inclui zonas das freguesias do Bonfim e de Campanhã. A consulta pública estará aberta a contributos  entre os dias X e X de Maio.

COM QUEM? 

Estamos a reunir com associações, organizações e pessoas interessadas em contribuir para melhorar as propostas. Vê em baixo que organizações se estão a mobilizar para a participação pública e junta-te às sessões de trabalho.

O QUE PROPOMOS?

RESULTADOS?

Estamos a desenvolver propostas para submeter na consulta pública, uma para a zona de São Victor e outra para a zona das Antas, nos seguintes âmbitos:

1. intervenções integradas de reabilitação nas ilhas do Porto;

2. associativo e cultural;

3. de mobilidade e pedonalização de ruas estratégicas;

4. de reforço do apoio ténico local à população.

Em 2021 fizemos uma participação pública à revisão do Plano Diretor Municipal, com vista a aumentar as possibilidades de reabilitação das ilhas do Porto, garantindo condições de habitabilidade e rendas abaixo dos valores de mercado. A proposta foi aceite, podes consultá-la aqui.

Apoiamo-nos no trabalho anterior

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1

Apoio técnico a municípios e proprietários

Nos últimos 10 anos já trabalhamos com a Junta do Bonfim e de Campanhã, num Gabinete de atendimento em matérias de habitação. Desde 2021, trabalhamos na instrução de candidaturas ao 1ºDireito. O apoio técnico próximo e o conhecimento do território são o factor essencial para que os planos as soluções cheguem a quem mais precisa.

2

Reabilitação de 6 ilhas na Lomba

Entre 2021 e 2022, trabalhamos no projeto AIIA, que consistia no levantamento e desenvolvimento de propostas para as ilhas da Lomba. Este trabalho serviu de base para a aquisição e reabilitação de seis ilhas, promovida pela Porto Vivo-SRU, com financiamento do PRR e destinado aos agregados residentes e aumentando o parque público com rendas condicionadas.

3

Levantamento das Ilhas em São Victor

Em setembro de 2025, organizamos em conjunto com o Gabinete de Apoio Técnico Estudantil um workshop que consistiu no levantamento das condições de habitação dos moradores das 34 ilhas da zona sul da Rua de São Victor. É com base neste trabalho que propomos a definição de uma Unidade de Intervenção nesta zona.

O que é um processo de consulta pública?
 

Uma consulta pública é um momento de participação dos cidadãos para uma tomada de decisão institucional mais informada e transparente, que disponibiliza o acesso a documentação e informação sobre um determinado assunto que a administração pública tenciona intervir. A partir da abertura do processo com prazo determinado equivalente a 30 dias, todos os cidadãos podem reunir contributos diversos sobre possíveis soluções e prioridades para o processo público institucional e administrativo.

26

Consultas públicas analisadas no Município do Porto

540

Participações de cidadãos
e organizações

1015

Contributos e propostas submetidas

183/1015

Contributos e propostas acolhidos pelo Município

As participações, no âmbito das diversas consultas públicas que analisamos, traduziram-se maioritariamente em comentários e sugestões, não tendo resultado em alterações substanciais aos modelos territoriais ou programas estratégicos.

A maioria dos contributos não foram acolhidos, sobretudo, segundo a entidade pública, por: falta de especificidade técnica, não se enquadrarem na fase do processo ou por já estarem contemplados nas estratégias e propostas apresentadas. Em alguns casos, verificou-se a acolhimento parcial, com a introdução de ajustamentos técnicos e clarificações, bem como o acolhimento de contributos alinhados com as estratégias definidas, a considerar em fases subsequentes.

HABITAR 2026

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